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terça-feira, 13 de agosto de 2013

MPEs têm Menos Dívidas

Estudo revela que pequenas empresas têm menos dívidas que grandes
Resultados podem ser explicados, segundo entidade, pelo fato de que as grandes empresas têm maior acesso às linhas de financiamentos, em razão da maior transparência na divulgação de informações
São Paulo - Estudo da Serasa, com base nos demonstrativos de cerca de 43 mil pequenas empresas com faturamento até R$ 4 milhões do setor da indústria, comércio e serviços, abrangendo o período de 2000 até o primeiro trimestre de 2006, apontou diferença no perfil das dívidas entre as grandes e as pequenas empresas.
A pesquisa foi apresentada nesta quarta-feira (28) durante o lançamento da campanha 'Micro e Pequenas Empresas: plataforma para novos negócios', em São Paulo, com o objetivo de alavancar e expandir os negócios das micro e pequenas empresas, que representam, em conjunto, 99,2% do número total de empresas formais, 57,2% dos empregos totais e por 26% da massa salarial (IBGE-2002).
O estudo da Serasa revela que o endividamento das pequenas empresas é menor que o apresentado pelas grandes empresas, sendo 91% nas empresas do comércio, 129% nas empresas da indústria e 70% nas empresas de serviço, contra 163%, 142% e 140%, respectivamente, das grandes empresas do comércio, indústria e serviço.
Segundo a entidade, esses resultados podem ser explicados pelo fato de que as grandes empresas têm maior acesso às linhas de financiamentos, em razão da maior transparência na divulgação de informações, o que permite melhor avaliação dos riscos e, por conseqüência, taxas diferenciadas. Já as pequenas empresas sofrem com o crédito mais reduzido, em parte, devido às poucas informações fornecidas para o mercado, dificultando uma melhor avaliação.
Além disso as taxas de juros afastam as pequenas empresas que evitam uma maior exposição, pois dificilmente conseguiriam em suas atividades retornos que permitissem remunerar os encargos financeiros. A indústria, que representa 19% do total da amostra de micro e pequenas empresas, é a que apresenta o maior nível de endividamento total e bancário dentre os setores.
O endividamento bancário médio, de 29% nos últimos 6 anos, é o dobro se comparado aos demais setores, mas representa a metade do endividamento das grandes empresas. O setor de serviços, que representa 37% do total da amostra de micro e pequenas empresas, é o que revela o menor nível de endividamento médio total, 78%, e representa a metade do endividamento das grandes empresas.
Enquanto as grandes têm como diferencial a necessidade de realizar vultosos investimentos em ativos fixos, como acontece nos setores como energia elétrica, saneamento e telecomunicações, as micro e pequenas empresas, por outro lado, concentram seus investimentos na qualificação da mão-de-obra, como acontece nos serviços médicos e consultorias.
No comércio, as micro e pequenas empresas, que representam 44% da amostra do estudo, devem mais que os outros setores, em função da característica da atividade, sendo seu endividamento quase equivalente ao montante dos recursos próprios, destacando-se que as principais são as dívidas operacionais, principalmente com fornecedores, o chamado crédito mercantil.
Por outro lado, os financiamentos bancários são baixos, com média de 15%. Nas grandes empresas o endividamento total se mostrou muito superior, com média de 163%, muito superior ao apresentado nas pequenas empresas, enquanto que o bancário é três vezes maior que as pequenas e micro empresas.
Em se tratando de porte, as grandes companhias levam vantagem nos dois tipos de crédito. No caso do crédito mercantil, seu maior poder de barganha junto aos seus fornecedores permite vantagens na hora das negociações, seja através de melhores condições de pagamento ou de prazos mais elásticos. Tal situação não se aplica às pequenas e médias empresas, que, muitas vezes, têm que se sujeitar às condições impostas por seus
fornecedores.
Banco de informações
Durante o lançamento da campanha, a Serasa, maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios, apresentou também a ferramenta 'Solução Serasa para Micro e Pequenas Empresas', uma plataforma com informações sobre 4,4 milhões de micro e pequenas empresas do País, dos mais diferentes segmentos, que irá auxiliar as empresas do sistema bancário a conceder mais crédito às pequenas e médias e impulsionar os seus negócios.
Segundo o diretor Técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, que participou do lançamento e fez a palestra 'Panorama das micro e pequenas empresas no Brasil: potencial de crescimento e Profissionalização da Gestão', o cadastro positivo poderá melhorar sensivelmente o acesso ao crédito dos pequenos negócios, já que disponibilizará informações detalhadas, com dados quantitativos e qualitativos a respeito da empresa e de seus sócios.
"Segundo um dignóstico do Sebrae, essa assimetria é um dos principais fatores que impede o crédito para as micro e pequenas empresas". A entidade lançou também a campanha 'Micro e pequenas empresas: plataforma para novos negócios', com o objetivo de alavancar e expandir os negócios das micro e pequenas empresas, que representam, em conjunto, 99,2% do número total de empresas formais, 57,2% dos empregos totais e por 26% da massa salarial (IBGE-2002).
Em sua palestra, o diretor mostrou a uma platéia lotada no auditório do Serasa, em São Paulo, os principais dados disponíveis sobre as micro e pequenas empresas e os desafios do segmento para tornar as empresas mais competitivas.
Barboza falou também do esforço do Sebrae em relação à 'Revolução no Atendimento', ampliando o número de cursos e projetos para atender cada vez mais um número maior de pequenos negócios. "Apresentei um instrumento, desenvolvido pelo Sebrae, capaz de aumentar a competitividade, a Gestão Estratégica Orientada para Resultados. Um instrumento que focaliza as ações do Sebrae e orienta os projetos para resultados finalísticos".
De acordo com Barboza, a idéia futuramente é conjugar o cadastro desenvolvido pelo Sebrae com o do Serasa. "Somando as duas competências teremos uma ferramenta poderosa que ajudará a resolver o problema de crédito da micro e pequena empresa brasileira".
Fonte: AGÊNCIA SEBRAE DE NOTÍCIAS
Autor: Beth Matias

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